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29 de janeiro de 2016

Porres da minha vida!

janeiro 29, 2016 80 Comentários
Não é querendo incentivar o uso da cerveja/cachaça/batida/vodca, não, mas... se você nunca ficou de porre após beber muito, você não sabe o que é se sentir ryco, bonito e fodão pelo menos uma vez na vida. Antes que me critiquem, eu sei que não é preciso de nada disso pra sentir essas sensações.

Não tenho a mínima noção de quando comecei a beber, mas se tem uma coisa que eu tenho prazer, é ligar pros amigos e marcar uma rodada no barzinho (não precisa ser os points da elite, tá? Qualquer lugar que tenha gente, serve.) É óbvio que eu não sou nenhum alcoólatra que não consegue viver sem um álcool por perto, longe disso. Bebo socialmente e só.

Contudo, sempre tem aqueles momentos em que a gente enfia o pé na jaca e aciona o foda-se, né? Comigo já aconteceu e acontecem várias vezes, e graças a Deus não dou muito vexame (eu acho!). Sou até comportado em comparação à uma amiga, que quando ficou bêbada queria fazer strip-tease pra mim, mesmo sabendo do que eu gosto. 

Minhas histórias de porres não param por aí, perainda... Na última pool party em que eu fui, um ex-crush (que hoje é um grande amigo!) tava lá e pra chamar a atenção, eu fui a primeira pessoa que se jogou na piscina. Detalhe: com roupa e tudo. No outro dia, geral estava falando sobre mim, alguns até com comentários maldosos, mas essas coisas a gente releva e finge que nem vê. 

Tem também o dia em que eu bebi um litro de vodca sozinho. Na verdade, eu estava numa conveniência com umas amigas, mas estava muito triste por causa de um boy. O que eu fiz? Tomei o litro todo pra mim e as kengas ficaram só me olhando pagar mico. Lembro que conversei com alguns meninos da faculdade que eu nem conhecia e também cantei. Só sei que fui a alegria daquela noite. 

E o dia em que eu fiquei jogado no chão de uma boate? Esse foi o pior dia da minha vida. Mas tudo bem, a gente tenta encontrar graça, já que foi a primeira vez que tomei vodca na vida. Eu tava tão tonto que andava pela multidão marchando. Mas, olha, já aprendi a andar quando estou bêbado. O segredo é contar o passos e pensar antes de andar. Juro que me sinto a Gisele Bündchen.

E não, não me arrependo de nada disso. Pode parecer que eu passei vergonha (e passei!), mas todo esses momentos fizeram com que eu deixasse de ser tímido e começasse a encarar a vida de frente. Que venham os próximos porres... 

P.s.: que meus pais não leiam esse post. Hahaha. 

 Um beijo!

28 de janeiro de 2016

Seja ambicioso!

janeiro 28, 2016 53 Comentários
 
Desde quando me entendo por gente, sempre fui muito ambicioso na vida. Ou seja: a minha lista de coisas que eu quero-mas-preciso-ficar-rico é enorme, e a tendência é crescer a cada dia. Sim, eu sou consumista assumido e não tenho vergonha disso. Deveria, mas, mas não tenho. 

Essa ambição toda começou quando eu ainda tinha uns 6 anos de idade, justamente quando o meu avó, que hoje é aposentado, chegava em casa com alguns centavos das mercadorias que conseguia vender na feira. Inevitavelmente, ele era obrigado a me dar R$ 0,10 centavos pra eu comprar balinha, caso contrário, ficava muito chateado e mudo por algumas horas (no máximo até conseguir R$ 0,50 centavos). 

Eu não sei se a atitude do meu avô e dos meus pais foi a correta, porque eu cresci com aquela ideia de que eu posso ter tudo o que eu quero a qualquer momento e, na realidade, a vida adulta não é bem assim. Pensem no susto que eu levei quando cresci e vi que pra ter um celular, por exemplo, eu teria que trabalhar ou aguentar um simplesinho, pois meus pais não tinham dinheiro sobrando pra investir em um melhor.

Como você pode perceber, minha infância não foi nada “ostentativa” e nem rica, mas, eu não posso reclamar do carinho, atenção, brincadeiras e tudo o mais que recebi em toda essa fase. E não é disso que estou “reclamando”. O que eu acho “ruim” é o fato de todos terem me dado o que eu queria de mãos beijadas na infância, sem explicar o valor financeiro que aquilo tem. Ninguém me mostrou o mundo real, sabe?
Se hoje eu sei o valor que custa tudo, é porque eu ralei muito pra conseguir aquele celular dos meus sonhos (um iPhone que custou todo o meu salário de 2014, que inclusive pifou); se hoje eu sei que as compras de casa custam um absurdo, é porque eu tive de morar sozinho e conhecer de perto o quão assustador pode ser. Da mesma forma foi com o curso de inglês: como ele é um pouquinho caro, ninguém podia pagar pra mim, então, a forma de eu aprender a língua foi focado naquelas aulas “chatas/bobas” do ensino médio e estudar sozinho. Só depois que comecei a trabalhar foi que eu consegui pagar um curso, mas digo com orgulho que tudo o que eu sei, foi aprendendo sozinho. 

A experiência de levar um belo tapa da vida não é ruim, longe disso. Esse tipo de situação te fortalece como pessoa e te faz ser mais compreensivo, tanto é que estou vivendo aquele velho drama de não ter o celular que quero, porém, hoje eu sei que custa caro e eu tenho de batalhar novamente por isso. Se eu acho ruim? De maneira alguma. Eu amo um desafio. 

Se você também é ambicioso, batalhe por tudo o que deseja e não desista, pois o universo sempre ajuda quem mostra esforço. Vai por mim! 

 Um beijo! 

27 de janeiro de 2016

Qual o problema em ser gay?

janeiro 27, 2016 62 Comentários
Respondendo logo de cara à pergunta do título do post: não há problema algum em ser gay, inclusive vivemos num mundo (quase) democrático, então, foda-se a opinião dos conservadores que não conseguem entender uma orientação sexual (à propósito, não é escolha!). 

Eu queria escrever sobre qualquer outra coisa divertida à respeito da minha vida, mas, acabei me deparando nas redes sociais com a polêmica gerada pela participação de um modelo no Big Brother Brasil deste ano. Motivo: há “suspeitas” de ele ser gay. 

Infelizmente não estou acompanhando as últimas edições por conta da faculdade, mas, sempre que posso, assisto ao reality show, pois, ao contrário do que muitos pensam, ele é uma boa aula do que devemos ou não fazer em público (e de frente às câmeras). Aos que não curtem o programa, fica aquela opção de desligar a tv. #ficaadica 

Pra quem estava por fora da tal polêmica, deixa eu explicar: há um participante chamado Renan que é modelo/hétero aqui fora, mas dentro do BBB anda dando “pintas” de que goste de algumas “surpresinhas”. Por ele não sair do tal "armário", os internautas andam pegando no pé do cara e bla bla bla. 

Ao meu ver, não há problema algum em ele ser gay ou não. Isso não vai mudar nada. Se ele entrou como hétero no programa, acreditemos nisso e pronto. Infelizmente, enquanto continuarmos com esse pré-julgamento de que quem usa rosa é gay, tiara no cabelo é coisa de menina e bla bla bla, nunca iremos sair do vermelho e a sociedade não irá evoluir, repassando esses pensamentos idiotas aos nossos descendentes. 

Renam pode ser hétero? Pode! Renan pode ser gay? Pode (e quero! #aloukan).

Afinal, qual o problema em ser gay? Por acaso do destino você ainda acredita naquela história de que os gays serão queimados no fogo do inferno e não entrarão no céu? Sinto muito em te dizer umas verdades,  mas... nós não somos ninguém pra julgar o próximo, aquele que Jesus mandou a gente amar, sabe?

Sendo assim, eu não vejo problema algum em o Renan ser gay ou não. Ele foi ao programa não pra provar sua masculinidade ou coisa do tipo, mas pra tentar ganhar uma bolada de dinheiro que, sinceramente, vale à pena se fingir de gay/hetéro pra consegui-la. 

Ah! Outra coisa... eu já vi tantos colegas aqui fora que tem um “jeitinho” de gay, mas que são héteros pra caralho. Então, apenas parem de ficar julgando as pessoas ou vendo defeitos em elas serem isso ou aquilo. Tem tanta coisa mais útil pra gente conversar/discutir, como o cara que teve a brilhante ideia de jogar uma chuva de glitter no Bolsonaro. :D

Por um mundo onde ser gay ou hétero não seja o destaque do dia nas redes sociais. Amém!
 Um beijo!

26 de janeiro de 2016

Convivendo com a bipolaridade

janeiro 26, 2016 66 Comentários
Eu não sei muito bem quando tudo começou, porque tive uma infância tranquila e bastante sociável. Somente agora, com a chegada da vida adulta, foi que eu percebi que o meu humor oscila demais, fazendo com que, em pouco tempo, eu sinta ódio ou ame algo. Às vezes isso acontece em dias e até mesmo horas... É complicado até pra explicar, sabe?

O choque com a realidade foi maior após eu decidir morar "sozinho". Não tão sozinho, porque eu dividia aluguel com uma amiga. Diante dessa "nova" vida, foi complicado aceitar a realidade da vida bipolar e ter a verdade escancarada  na sua cara. 

Eu explico.

Quando eu fui morar com uma amiga, já sabia que há um tempo ela passou por tratamento psicológico, já que foi diagnosticada com distimia (uma espécie de depressão). Após a nossa convivência, ela detectou a minha oscilação de humor e a forma como eu tratava as pessoas. Simplesmente tinha uma dupla personalidade. Não é que eu seja falso ou coisa do tipo... Eu simplesmente mudava o humor com muita facilidade, fazendo com que o mau humor e falta de paciência dominassem boa parte dos meus dias. E eu não tinha motivos pra isso.
A situação piorou ainda mais quando eu percebi que estava me afastando dos amigos da faculdade. Chegou uma época em que ninguém falava comigo, porque eu simplesmente estava horrível de chato. Tipo: uma hora eu estava todo felizinho, mas em pouco tempo odiava o mundo/universo. Também sem motivo algum. 

Com a certeza de que eu precisava de ajuda, procure alguns testes na internet e, pasme, todos eles acusaram a bipolaridade. Tive que procurar ajuda de um profissional, né?! Procurei a psicóloga de uma amiga e, após muita conversa, chegamos ao laudo: bipolaridade tipo 2. Essa é a mais leve, onde você só oscila o humor, sem entrar muito no campo depressivo.

Antes que pensem por aí que bipolaridade se trata somente com remédio, saibam que não! Algumas das formas de lidar com o transtorno, é: se alimentar corretamente, fazer algum exercício físico, dormir bem e também ser compreendido. 

Felizmente, no meu caso bastou cultivar bons hábitos e, principalmente, fazer exercício físico. Juro que a minha vida muda quando estou na academia... Passei um tempinho longe, mas espero voltar em breve, pois as coisas por aqui estão voltando a ser como no passado: eu me tornando um chato.

Se você já passou por algo semelhante (oscilação de humor constante, por exemplo), procure tratamento antes que a situação não piore e você precise viver à base de medicamento.  Mais informações à respeito desse transtorno, além de testes, você encontra aqui.

 Um beijo!

25 de janeiro de 2016

Novos musos: Solero Brothers

janeiro 25, 2016 46 Comentários
Ai, Jesus! Olha eu falando sobre macho aqui novamente... Daqui a pouco todo mundo vai pensar que o meu mundo só gira em torno de homem (e estarão certíssimos! #aloukan). O fato da vez é que: eu não resisto a homem bonito, que tem uma voz incrível e bíceps maravilhosos. Sério! Devo ter um espírito de puta, porque né... 

Nesse fim de semana eu estava de boa no Youtube, quando apareceram os irmãos Solero naquelas publicidades do demônio. Pela primeira vez na minha vida, assisti ao vídeo até o fim e fui correndo pro canal dos caras. Pra quê eu fiz isso? Me pergunto até hoje. 

Tô simplesmente viciado nos covers dos irmãos Solero e já até pedi uma entrevista lá no Twitter, que eles, obviamente, aceitaram. Tô negociando (olha que chic!) com a gravadora deles pra ver como vamos fazer isso (e-mail, Skype...). Então, daqui a pouco vocês saberão um pouco sobre esses dois novos musos da minha vida. 
Jean e Jonathan: um parece com o Chris Brown, enquanto o outro tem a voz idêntica ao do vocalista do grupo espanhol, o Rei. <3 
Os irmãos Solero são de Porto Rico, um estado independente próximo aos Estados Unidos, sendo sua população composta por 95% de espanhóis e 5% de ingleses. Ou seja: por lá a música latina é predominante. E esse é justamente o diferencial da dupla: em seus covers, eles tentam colocar vários arranjos que lembram um pouco a música espanhola, além de inserir trechos em espanhol nos covers das músicas gringas. 

Que eles têm a voz linda, isso é incontestável. O que eu não ‘tou dando conta de lidar é com as alianças que vejo nos dedos deles. Poxa! Não precisavam ser tão óbvios, né? Mas tudo bem! A gente supera com o tempo... 

E pra provar que eles são incríveis (!), ouçam esse cover maravilhoso de “Same old love”, da Selena Gomez.


Eles merecem toda essa minha paixão/amor/admiração ou não?

 Um beijo! 

22 de janeiro de 2016

Calor? Credo! Eu amo é o frio!

janeiro 22, 2016 102 Comentários
Ryca sendo ryca no frio com o seu casaquinho de pele adquirido no shopping Popular de Araguaína
Eu nunca gostei do calor. Eu nunca amei o calor, tampouco tenho pretensão de amar esse climinha meio sensação-gratuita-do-inferno. E sim: sou consciente do qual ruim pode ser conviver com o frio, contudo, eu aceito essa parte “ruim”. 

Desde quando eu me conheço por gente, sempre odiei o calor. Aqui no Tocantins, por exemplo, quando chove (apenas de novembro a junho, o resto do ano é só sol extremamente quente), a gente já vai colocando pra fora os casaquinhos de pele, as botas que usamos só na feira agropecuária, cachecol, jaquetas, toucas e por aí vai... É como se todo aquele frio do Sul (ou de Londres! <3) estivesse vindo pra cá. Ledo engano, claro!

Perdoe-nos, povo que mora no Sul e Sudeste. É que a gente não sabe  o que é um frio do cacete. O máximo que já experimentamos por aqui são uns 23ºC, que é quando está extremante frio de sair tremendo os queixos. Mas não pensem que quando chega aos 30ºC a gente também não fica se sentindo feliz, viu?! A gente fica sim, inclusive sai pelas ruas querendo abraçar todo mundo, porque aqui o frio faz as pessoas serem mais amorzinho uma com as outras. 

Como eu já disse: amo o frio. Sabe o que eu faço quando chove por aqui? Simplesmente vou pra minha cama, abro a janela (se a chuva não for de vento, claro), ligo o ventilador e me enfio debaixo de uma coberta bem grossa. Motivo: quero ter a sensação de quem mora na Europa ou até mesmo no Sul. E, gente, se acostumem com essa prática quando vier pro Norte e Nordeste, porque é bem normal pra nós. 

Eu já perdi a conta de quantas vezes dormi no frio com o ventilador ligado. Só acordo de madrugada, lá pelas 04h, tremendo e não sentindo minhas mãos/pernas. Se eu odeio? ‘Magina. Eu fico é sorrido e imaginando que estou andando pelas ruas cheia de neve. 
Se você pensa que para por aí as minhas loucuras na época do inverno por aqui, peraí que eu não terminei. 
Quando chove, tenho o costume de andar na chuva e me sentir perfomando pra plateia do People's Choice Awards. Sempre eu lembro da Rihanna cantando “Umbrella”. Na minha cabeça eu tô arrasando. Pra chegar ao meu nível, migas, vocês terão que passar um bom tempo cantando na frente do espelho usando o desodorante como microfone. 

Se eu sou louca? ‘Magina. Eu amo é o frio, menino! 

 Um beijo!

21 de janeiro de 2016

Se toca! Essa música não é pra você!

janeiro 21, 2016 69 Comentários
Quem nunca dedicou uma música pro crush? Pode confessar, vai! Você já enviou uma música a ele/ela ou sempre lembra da pessoa ao ouvir alguma canção. Como eu sou o rei das “crushadas” (olha aí uma nova palavra pra patentear!), minha lista é imensa. Sério.

O caso mais recente do meu vacilo foi em 2014, pois, acredite, desde lá eu aprendi a nunca mais ficar enviando músicas pra quem não merece um segundo da minha atenção. Mas, ó, pra aprender isso, tive de levar uma bela surra da vida. 

Eis que eu estava em casa, sem nada pra fazer (e o capeta adora esses momentos!), quando peguei o celular e mandei mensagem pra um crush (aquele me deixou bêbado na balada e bla bla bla...). No texto, eu perguntava se tal música que ele havia falado pra eu ouvir tinha mensagem entrelinhas.

As mãos soaram. O coração disparou e eu até pensei que teria um treco quando a mensagem chegasse. Mas chegou. 15 minutos depois do envio, mas chegou.  Fui correndo pegar o celular...

Se eu quis ler a mensagem logo de cara? Nopes! Pedi pra minha amiga ler e, se a resposta fosse boa, não me contar, pois eu queria ver com os meus próprios olhos. Nem eu sei porque a vida colaboraria comigo me dando uma resposta positiva, já que o traste do menino só atrasou a minha vida... e acho que devo confessar que falta vergonha na minha cara, pois ainda gosto dele.  Mas eu divago. 

Após ler a mensagem, minha amiga olhou pra mim com cara de cachorrinho e soltou um: “'migo, não foi dessa vez!”. A resposta era a seguinte:

Não, eu só pedi pra tu ouvir a música porque achei ela legal. Mas não tinha nada pra te falar, não. 

Ou seja: passei um belo micão, o cara teve a certeza de que eu ainda 'tava nada dele e que podia continuar pisando em mim. =/

Só pra constar, a música que ele me indicou foi a versão em rock de “Somebody That I Used To Know”, do Gotye. Reparem na letra e depois me digam se não tinha como eu pensar absurdos...



 Um beijo!

20 de janeiro de 2016

Entulhos do passado

janeiro 20, 2016 67 Comentários
Eu sempre gostei de ter agendas, diários e cadernos de recordações assinados por os amigos, mas, infelizmente, todos eles foram sumindo com o tempo. Alguns eu me lembro de ter jogado-os no lixo durante os meus momentos de rebeldia, já outros... simplesmente não lembro o que aconteceu com eles. Saudades dos meus escritos, inclusive.  

Outra coisa que adorava fazer, era transcrever músicas num caderno. Lembro de ter ganhado um na escola para as aulas de redação, mas, ele era tão simples que acabei usando-o para escrever minhas músicas favoritas. 

Naquela época, lá por volta de 2009, eu ouvia muita música brasileira e tinha um MP3. Ou seja: minha rotina era ficar o dia inteiro pausando as mais de 200 músicas para anotar frase por frase. Tinha Cláudia Leitte, Ivete Sangalo, Victor e Léo, Banda Calypso (!) e trocentas outros cantores que explodiram naquele ano. 

minha agenda/caderno de recordação de 2008
Eis que durante uma dessas minhas loucuras de querer decorar o quarto, acabei encontrando uma agenda do ano de 2008. Na verdade, está mais para um caderno de recordações do que uma agenda propriamente dita. 

Revirando esse meu caderno de recordação/agenda, acabei lembrando de tantos acontecimentos do passado, porque algumas pessoas escreveram nele dizendo o quão bom era jogarmos bola todas as tardes (amava jogar vôlei!), “roubar” bombons na geladeira, ver filmes, comprar gordices com os centavos que ganhávamos... Bons tempos!

Também puder recordar da minha fase louco-por-RBD. Acho que 99% dos jovens e adolescentes de 2009 eram loucos por a novela/banda, né? 

O meu maior contato com o espanhol foi através do RBD, e se o pouco que eu falo dessa língua, é por causa deles. À propósito, eu era a Roberta/Dulce e fiquei chocado quando descobri que a Mia/Anahí fumava. Ah! Eu colecionava cards e quase entrei em depressão quando a minha mãe queimou (!!!!) todos eles, porque disse que eu estava pecando ao idolatrar “esses meninos do capeta”. :D
capinha do meu cd do RBD (pirata, por sinal) e um adesivo que ganhei do meu amigo-vizinho-crush-de-toda-a-vida
Ai, ai. Quanta recordação boa uma simples agenda-toda-surrada-pelo-tempo é capaz de me trazer... Por isso, acredito piamente no poder das palavras e dos registros do passado. O mais engraçado é que eu nunca perdi esse hábito, porque todo ano acabo fazendo da minha agenda um caderno de recordações. Quando não é com uma agenda tradicional, é com um caderninho daqueles de 96 folhas. #pobrezaextrema

O caderno de 2015, por exemplo, eu comprei no supermercado e acabei fazendo dele um diário. Sempre quando estou depressivo, pego-o e escrevo para me sentir melhor. Quando estou muito feliz, também compartilho os momentos bons. Juro que essa terapia funciona. 

Então, se você puder, sempre tenha um caderninho dentro da bolsa ou na cabeceira da cama para desabafar com ele, escrever planos para o futuro... Não adianta dizer que faz isso pelo o celular, porque não é a mesma coisa. 

 Um beijo!

19 de janeiro de 2016

Tatuagem não é coisa do ‘demo’, sua louca!

janeiro 19, 2016 62 Comentários
minha primeira tatuagem. "todo mundo quer amar, todo mundo quer ser amado." 
Não é novidade pra ninguém que no ano passado eu fiz a minha primeira (e única!) tatuagem. Na época, eu estava morando sozinho, então, a repercussão que gerou entre os familiares foi pequena (graças a Deus!). Da mesma forma ocorreu com o meu piercing. Quando eu o furei em 2014, jurava que iriam arrancar da minha boca, porém, para minha, surpresa ocorreu tudo "tranquilamente". 

Porém, uma prima não teve a mesma sorte que a minha e se lascou ao fazer a primeira tatuagem. Eu explico. 

Essa prima tinha um sonho igual ao meu: fazer uma primeira tatuagem que tinha como significado o amor. Então, ela decidiu fazer um cupido com 5 corações ao lado, representando as suas 3 irmãs, seu pai e sua mãe. Eu achei a atitude linda e me sentiria imensamente honrado se alguém fizesse o mesmo por mim. 

Contudo, a tatuagem da minha prima não foi bem vista por toda a família, que é constituída por muita gente de mente retrógrada/, que julgam por a aparência, sem se importar de fato com os nossos sentimentos. Ao invés de elogiaram a linda atitude da menina, faltaram foi crucifica-la na cruz, além de segrega-la totalmente. 

Outra coisa que me deixou revoltado foi o fato da minha tia olhar pra a própria filha e dizer: “não duvido nada de que esteja usando drogas também!”. Porra! Isso faz o coração de qualquer filho tremer... Não sei com vocês, mas eu me sentiria um lixo ao ver meus pais desconfiando da minha inidoneidade, como se não me conhecesse.

Infelizmente, muita gente ainda acredita naquela velha história de que quem tem tatuagem são pessoas marcadas pelo sinal da besta-fera; que é coisa do demo; que a bíblia condena tal atitude e bla bla bla. 

Já eu... eu prefiro acreditar que a tatuagem é uma forma de a gente eternizar os melhores momentos da nossa vida. Tem também aqueles que fazem por arte, sem significado algum (o que eu acho lindo e corajoso!). E, de verdade, a gente não tem que ficar dando pitaco no que o outro faz com o seu próprio corpo, né? Tem coisas bem mais importantes para nos preocuparmos e darmos a nossa opinião. 

Dessa forma, tatuagem não é coisa do ‘demo’, sua louca! É apenas uma forma que encontramos de lembrar algo bom, alegre e significativo. Simples assim. 

18 de janeiro de 2016

Como é o curso de Direito?

janeiro 18, 2016 48 Comentários
Em 2013 eu inicie o curso de Direito sem muitas pretensões. Como eu havia saído recentemente do colegial, eu queria apenas me formar num curso superior, para poder trabalhar e juntar uma grana para estudar a graduação dos meus sonhos (que à proposito é jornalismo). 

Os dois primeiros períodos foram tranquilos, levei tudo numa boa e fiquei muito ansioso pela parte mais “dia-a-dia forense”. No início, todos me falavam que o curso ia ficar mais divertido com o Direito Penal (que geralmente só aparece no 2º ou 3 período, dependendo da faculdade). Então, esperei por isso. 

Quando chegou o 3º período, lá estava eu estudando Processo Civil, Penal, Constitucional e mais uma porrada de disciplinas. Qual a graça nisso tudo? Nenhuma! Eu simplesmente enlouquecia na semana de prova, porque era muitos artigos para estudar e milhões de folhas para ler. E aqui vai a minha dica para vida:

Se o seu curso não é voltado para a saúde e nem é licenciatura, não perca muito tempo lendo doutrinas, pois elas mais te confundem do que ajudam. E se você pegar autores diferentes, a coisa piora, pois cada um quer defender sua própria tese. No máximo, leia sempre o livro que o seu professor colocar na ementa, pois  só assim não se perderá na hora do estudos. Eu prefiro apenas anotar TUDO o que o professor fala. Absolutamente tudo, não deixando nem uma vírgula de lado. Depois é só reler seus resumos e partir para o abraço na hora da prova.

Voltando ao curso... Direito não é ruim, longe disso. Recomendo a todos. Ele agrega tanto conhecimento a você, à sua vida... Depois de estudar o Direito, você passa a enxergar melhor quais são as suas obrigações e como pode cobrar soluções para os fatos do dia a dia que, infelizmente, só aprende na faculdade. 

O que eu aprendi até agora é que o curso tem o foco principal na resolução dos problemas alheios. Se você se importa de fato com o próximo, já tem 50% de chance de gostar do curso. Os outros 50% você descobre estudando sobre qual área deseja atuar: esfera penal, civil, processual, administrativo, ambiental, internacional... 

Ao meu ver, Direito deveria ser um curso em que a gente teria de ter uma noção de sua importância ainda na escola, pois são tantas coisas gratuitas que temos direito e não sabemos. Resumo do resumo: Direito é um curso voltado para pessoas curiosas e pró-ativas. 

15 de janeiro de 2016

O lado bom de morar no interior

janeiro 15, 2016 77 Comentários
pista de caminhada daqui de Araguaína @ Marginal Neblina 
Vira e mexe me pego conversando com algumas pessoas sobre a vida no interior. Quem vive em grandes metrópoles, como São Paulo e Rio de Janeiro, sempre têm dúvidas quanto às cidades interioranas. Já respondo logo de cara: não é muito diferente dos lugares mais povoados. 

Para quem me conhece há algum tempo, não é novidade que eu nunca andei de avião ou saí do meu estado (Tocantins). Em suma: nunca fiz uma grande viagem. Aqui eu nasci, me criei, tô firme e forte até hoje. Assim que eu terminar a faculdade quero explorar o mundo e  o que ele tem a me oferecer, mas, claro, com muita cautela, pois a gente sabe o quão perigoso está tudo. 

Talvez, para alguns seja um choque saber que eu nunca viajei para lugar algum, mas, olha... para mim é algo normal. Nem me espanto com essas coisas, porque não foi por falta de dinheiro ou oportunidade, mas por escolha minha. 

Em 2014 eu tive a oportunidade de mudar para Porto Alegre, mas acabei adiando a mudança por ver que eu não estava pronto para tudo aquilo. Hoje eu continuo aqui em Araguaína, no Tocantins, mas juntando dinheiro, forças e, acima de tudo, coragem para me lançar ao mundo, pois eu sei que quando eu for, vai demorar um pouquinho para eu voltar. 

É claro que eu não vou abandonar minha família aqui, mas... sabe quando você está pronto para criar asas e voar? Então! Aos poucos eu estou adquirindo tudo isso para conhecer a Flórida, por exemplo, Londres, Paris, New York... Sonhos com cidades brasileiras é pequeno para mim. Sei que posso mais. Muito mais. 
@ Beverly Hills de Araguaína. :P 
Sobre o interior, a minha relação com ele é de amor e ódio: amo por causa do trânsito "calmo", mas o odeio quando vejo os meus artistas favoritos vindo às capitais brasileiras (e eu não ter dinheiro o suficiente para bancar uma viagem + ingressos). Mas, tudo bem! Tudo tem o seu tempo... 

Morar no interior tem lá suas vantagens, como: ficar até tarde na rua, sem medo de bandido (aproveitei isso muito bem na minha infância); andar no centro do início ao fim a pé, sem se incomodar com nada e nem com a muvuca de pessoas, que nem é tão grande; pra quem gosta de natureza, você tem sempre um balneário perto de casa e ainda pode plantar no fundo do quintal sua horta. 

O interior te traz a sensação de segurança, de amor verdadeiro ao próximo (mesmo, às vezes, rolar muita fofoca no bairro!). No interior você tem muitas praças, onde pode ver à noite a família reunida.

Não sei seu trocaria todos os valores que eu aprendi no interior por a vida tão corrida em SP ou outra grande metrópole, onde o que vale é você passar por cima de qualquer um só para obter o que deseja; ou então olhar para um mendigo e fingir que ele não existe. 

Aqui no interior a nossa vida também é corrida, mas a gente sempre tira tempo para o olhar para os outros. Para olhar para os problemas dos outros. 

Um beijo!

14 de janeiro de 2016

Seriados desconhecidos para você amar

janeiro 14, 2016 77 Comentários
Se tem uma pessoa que ama ficar deitado na cama, com um balde de gordices ao lado e vendo seriado, saibam que essa pessoa se chama Adriel. Adoro quando eu descubro novos seriados. E o bom das séries é isso: você nunca fica totalmente órfão, porque sempre têm novas histórias surgindo por aí. 

Como o período passado foi bem tenso na faculdade e eu mal consegui acompanhar The Walking Dead (uma das minhas séries favoritas), nessas férias eu só existo para os meus seriados. Googlando, acabei conhecendo duas histórias “antigas”, com apenas uma temporada, que são tipo: utilidade pública. Vem ver quais são! 
Jane by design 
Com apenas 18 episódios, Jane By Design é aquela série amorzinho que conta a história de uma adolescente que vive uma vida dupla: ela é uma garota excluída na escola, mas, no trabalho se passa por uma jovem de 25 anos, que faz o maior sucesso sendo a secretaria de Gray Chandler Murray, uma estilista famosa em New York. É justamente ao lado dessa grande profissional que Jane dá os seus primeiros passos no mundo da moda. 

O mais legal da história é que a  Jane viaja para Paris e Londres, e os episódios se passam em pontos turísticos muito famosos. A gente até se sente dentro desses países, porque a produção caprichou bastante nas cenas. Os looks usados pelos personagens são incríveis também.

Um adendo: tô terminando de ver “The Carrie Diaries”. Por coincidência (ou não!), Jane by design se parece muito com esse seriado. 

Eye Candy 

Depois que eu terminei de ver Awkward e Faking It, comecei a ver vários seriados produzidos pela MTV americana e, ó, 'tão de parabéns. Produções incríveis! 

“Eye Candy” é uma dessas produções da MTV que faz a gente surtar na frente do computador, sem perder um segundo dos episódios. O seriado (ou minissérie, como os gringos chamam por lá) conta a história de Lindy, interpretada maravilhosamente por Victoria Justice, uma famosa hacker de 21 anos que dá muito trabalho para o FBI, já que sua diversão é invadir o servidor da polícia. 

Contudo, Lindy tem de se juntar (tipo: trabalhar mesmo) com a polícia para procurar por sua irmã, que foi aparentemente“sequestrada”. Nesse meio tempo, ela conhece alguns homens por um aplicativo de celular, mas, aos poucos ela começa a suspeitar que um deles pode ser um serial killer. 

Ao lado da polícia, Lindy tenta procurar a sua irmã e ao mesmo tempo descobrir quem seria esse louco que andava mantando quem desapontava-a.   São só 10 episódios. Dá para terminar num dia. E o fim? O melhor de todos evá! 

Espero que assistam aos seriados e me contem depois se gostaram. Caso tenham dicas, só deixar nos comentários. 

Um beijo!

13 de janeiro de 2016

Eu não uso WhatsApp

janeiro 13, 2016 76 Comentários
Em tempos de Instagram, Snapchat e Facebook, não usar o WhatsApp está se tornando quase crime no Brasil. Mas eu estou no time da minoria que não usa o aplicativo mais queridinho do momento. E sim: já instalei no celular e testei por um tempo, até chegar a conclusão de que não vale à pena tê-lo. 

Muitos deve estar me julgando como “o diferentão” e bla bla bla. E, pasmem, vocês têm todo o direito disso, da mesma forma que eu não sou obrigado a usar um aplicativo que mais aliena as pessoas do que as tornam próximas e inteligentes. 

Desde a chegada do WhatsApp as pessoas já não mais as mesmas. Se querem conversar com alguém, não ligam, mas preferirem mandar mensagem no aplicativo e esperar por uma resposta, que pode chegar hoje, amanhã ou simplesmente nem chegar; se querem ouvir a voz da outra pessoa, mandam áudios. Até mesmo dentro de casa os pais e filhos estão começando a se comunicar dessa forma, e eles ainda fazem print para compartilhar como se tal atitude fosse linda. 

Meu Deus! Que tecnologia é essa que está afastando o contato físico entre os seres humanos? 
Após uma longa reflexão em busca dos prós e contras, resolvi abolir de vez o WhatsApp da minha vida. Quem quiser conversar comigo, sabe o meu número e endereço, então, procure-me.

Essa decisão só apareceu após o meu celular pifar. Antes, eu me sentia uma pessoa super querida, já que ficava deitado no meu quarto completamente sozinho, mas na mão estava o celular bombando de mensagem nos grupos e no famoso "pvd" (privado).  Esse uso exacerbado do WhatsApp só fez com que eu tivesse na mente a ideia de que era querido por todos, quando, na verdade, estava apenas ocupando o tempo da outra pessoa que hoje, após eu não mais usar o aplicativo, nem lembra da minha existência. E olha que os assuntos, em sua maioria, eram idiotas...

Antes que me perguntem, eu não parei de conversar totalmente por aplicativos. É óbvio que eles trazem muitas vantagens, mas também têm as desvantagem. No momento o lado negativo está pesando mais... Talvez, mais para frente, eu precise instalar novamente o WhatsApp para facilitar o contato com colegas de trabalho, mas, enquanto eu puder fugir dele, assim o farei.

Aos que usam e dizem que quem não tem WhatsApp não existe, estou aqui para provar que existimos sim. E estamos muito bem.

Um beijo!

12 de janeiro de 2016

Em busca do quarto dos sonhos...

janeiro 12, 2016 80 Comentários
Eis que o Natal passou e advinha o que eu fiz? Isso mesmo: roubei toda a decoração do Natal daqui de casa. Enquanto o Carnaval está chegando na casa do povo brasileiro, aqui no meu quarto ainda é Natal feat. American Party.
Estava em casa no domingo, de boa, sem fazer nada, quando olhei para os efeitos natalinos e pensei: “Jesus-Cristo-amado! O que eu tô fazendo aqui parado? Deixa eu já construir o quarto dos meus sonhos!”.  Poucos segundos depois, lá estava eu correndo por todos os cômodos caçando furadeira, parafuso, madeira/compensado, além de todas as minhas tranqueiras.

Joguei tudo em cima da casa e realizei o método de Marie Kondo, que consiste basicamente em guardar o que te faz feliz e jogar fora o que não tem uma boa energia. Se você não sabe como funciona, a Lívia explicou tudo lá no blog dela

Voltando ao meu quarto, eu não joguei nada fora porque adoro guardar lixinhos. O que eu fiz? Simplesmente peguei fita (aquelas pretas de fios de energia, porque a transparente acabou #pobrezaextrema) e fui colando na parede as seguintes coisas:
capa de cd e dvd, caneta que veio da Suíça, medalha do colegial, fotos, copo (!) e outros milhões de objetos. Também separei meus livros preferidos, fone de ouvido e mais copos (!).
Tenho certeza que se a Marie Kondo entrasse aqui, ela teria um treco. Mas, ó, o importante é tentar. E eu tentei. 
Quando apaguei a luz deixando só o pisca-pisca ligado, juro que senti a melhor sensação do mundo, como se eu tivesse realizado o maior sonho da minha vida (que atualmente é namorar o Shawn Mendes).

Eu sei, eu sei. Eu deveria ouvir a minha mãe e criar vergonha na cara, mas, né... Tô ciente de que não ficou bom, porém, o que importa é a força de vontade.

Enquanto a Bruna Vieira continua construindo a casa dos sonhos com os seus milhões de reais (#aloukan!), continuarei por aqui tentando arrombar o cofrinho, para juntar mixarias a fim de conseguir o quarto dos meus sonhos (leia-se: igual àqueles que vemos no Tumblr).

 Um beijo!

11 de janeiro de 2016

Coisas que você só aprende morando sozinho

janeiro 11, 2016 60 Comentários
Morar sozinho é uma das coisas mais legais desse mundo, vai por mim. Mas, antes saiba de uma coisa à respeito da independência: ela não é barata. Sabendo disso, vamos lá! 

No primeiro semestre de 2015 eu tive a oportunidade de vivenciar de perto a tão sonhada independência, quando fui dividir aluguel com uma amiga. Ao rever os posts do ano passado, percebi que só escrevi um mísero texto sobre morar sozinho

Antes tarde do que nunca, cá estou para falar sobre as coisas que eu descobri morando sozinho. Tenho (quase) certeza de que minhas dicas ajudarão muita gente que está de malas prontas para mudar de cidade/estado/país. 
1) Seja amigo dos seus vizinhos!
Se na casa dos seus pais você nem cumprimenta os vizinhos, quando estiver morando sozinho você vai dar graças a Deus por eles existirem. Motivo: eles tirarão a sua roupa do varal em dias de chuva (caso seja kit net/república); poderão receber suas encomendas e ainda te chamarão para um churrasquinho à noite, após você chegar cansado da faculdade/colégio/trabalho.

Meu vizinhos foram fundamentais, tanto é que me apaixonei por um de tão fofo que era. Contei aqui.

2) Tudo é caro no supermercado!
Quando você mora na casa dos seus pais, eles são os responsáveis pelas compras, certo? Normalmente eles chegam do supermercado reclamando sobre o preço das mercadorias e com razão, mas você só se dará conta disso quando estiver sozinho e o dinheiro sair do seu bolso, pois tudo custa caro, principalmente aqueles queijo e presunto do seu sanduba. 
3) Se não cozinhar, não terá comida. Se não lavar a louça, não terá nada limpo. Se não limpar a casa, ela vai ficar imunda.  
Resumo: se você não fizer nada, terá nada. Simples assim.

A pior dificuldade que eu encontrei foi na cozinha, já que chegava cansado do trabalho e tinha de correr para o fogão para fazer o almoço às pressas. O tempo que me restava era só para comer, atualizar rapidamente as redes sociais para dizer que estava vivo e voltar ao trabalho. Não é de Deus isso!

4) As contas não serão pagas sozinhas!
Parece óbvio, certo? Mas simplesmente em algum momento você vai esquecer de pagar a conta de água, luz ou telefone. Geralmente você vai descobrir o débito quando o serviço fornecido for interrompido. Comigo aconteceu uma vez de a casa ficar sem água... foi no dia em que eu bati o carro do meu pai...

5)  Fim de semana de baladinhas? Nopes!
Se você pensa que morar sozinho é sinônimo de muita diversão e bla bla bla, saiba que não. Se você for um porco, é só aproveitar e deixar tudo imundo. Agora, se é uma pessoa responsável, vai perder todo o fim de semana (e convite de farrinhas!) para ficar em casa faxinando pior do que a Escrava Isaura. 

Apesar de ter muita coisa ruim, morar sozinho é libertador. Você pode fazer tanta coisa boa, como: acordar sem incômodos, fazer festinhas, sair da balada junto com os seguranças (leia-se depois do por do sol)...

Para quem está pensando em mudar de casa, minha dica é: vai. Se não der certo, faça igual a mim: volte abanando o rabinho para a casa dos papais até se sentir pronto novamente. Não rola é ficar com medo. 

 Um beijo!

9 de janeiro de 2016

O dia em que eu me senti ryco

janeiro 09, 2016 81 Comentários
Acho que todo mundo tem ou teve aquele desejo oculto de pegar o salário, ir ao centro da cidade e torrá-lo nas lojas, comprando todas aquelas roupas que namorava na vitrine há séculos. Eu, pelo menos, já passei por isso e conto agora como foi esse dia. 
Havia saído de um emprego e estava trabalhando em uma emissora de tv, quando o financeiro da antiga firma me ligou avisando que o meu acerto estava pronto e era para eu ir buscar no horário de almoço. Fiquei tão feliz que chamei uma amiga e fomos lá buscar o “montante”. Juro que nunca tinha visto tantas cédulas novas ao mesmo tempo. 

Após pegar o dinheiro, olhei para a minha amiga e disse: “bom, temos ainda quase duas horas livres. Vem comigo depositar esse dinheiro?”. Ela confirmou, então, pegamos um trânsito do inferno até o Centro da cidade. Chegando lá, começamos a bater pernas até eu ver as roupas que sempre namorava na vitrine. 
Deixa eu explicar: minha faculdade fica no Centro da cidade, praticamente no meio das lojas. Na hora do intervalo, eu e as minhas amigas sempre saímos pelas ruas olhando as roupas das vitrines (e se assustando com o valor, claro!). 
Então, assim que eu estava com a minha amiga indo depositar o dinheiro e vi aquela calça que eu queria muito, não hesitei e comprei a calça. Mais à frente, comprei uma camiseta, depois um coturno lindo, um par de lentes de contato, capinhas pro meu celular, livros... Paramos para lanchar e comemos horrores, afinal, eu tinha dinheiro para isso. 
Avenida Paulista de Araguaína. hahaha! (crédito: Rede TO)
Continuando a nossa andança pelo Centro... Paramos numa lojinha de bugigangas e fizemos a festa por lá também. Levamos cordões, pulseiras, relógios, óculos, anéis... 

Deu o horário de voltar ao trabalho e lá estávamos nós tentando enfiar todas as bolsas dentro do táxi. Me senti fazendo parte do elenco de “Os delírios de consumo de Becky Bloom. :) 
Quando voltei ao trabalho e fui contar os "milhões" que ainda me sobravam, quase caí para trás.  O que restou foi só o suficiente para pagar o meu aluguel (na época eu morava sozinho) e uma baladinha no fim da noite para comemorar o fim da minha ~pequena~ riqueza. 

Minha dica? Se um dia puderem fazer isso com o salário de vocês, FAÇAM! É a melhor coisa do mundo comprar as roupas sem olhar pro valor, e sim para a marca. Melhor ainda é ver as vendedoras te tratando como a Lady Gaga. Ai, Deus! Queria só ganhar na Mega-Sena para poder me sentir novamente ryco por um dia.

 Um beijo!

8 de janeiro de 2016

Minha paixão: jornalismo

janeiro 08, 2016 80 Comentários
Curso Direito (quase terminando, graças a Deus!), mas minha paixão é a Comunicação. Já escrevi sobre isso aqui no blog, mas é sempre bom repetir. O que ninguém sabe é que eu comecei a trabalhar com o jornalismo com apenas 17 anos de idade, meses após sair do colegial. 

Desde pequeno eu sempre gostei de ler e escrever, então, já tinha noção do  que queria para o meu futuro. Só não sabia que ele seria tão tenebroso como é agora, me deixando na incerteza de fazer o que eu gosto ou algo por sobrevivência.

Após quase 5 anos de trabalho duro na área da comunicação aqui em Araguaína, há pouco tempo parei para pensar se deveria continuar nesse ramo ou não. Motivo: me doava completamente a todos os meus empregos, mas, em troca ganhava ingratidão, salário atrasado e falsas promessas. 

Cansado de tanto ser enrolado, desde o semestre passado desisti do Jornalismo. Não vale à pena eu fazer um ótimo trabalho (não estou me gabando, longe disso...) e não ser reconhecido pelos superiores. Acredito que no momento certo as portas certas irão se abrir para mim. Portanto, estou apenas observando de longe a coisa pegar fogo aqui na cidade/estado. 
mesa de uma editora da Capricho. meu sonho! <3 
Dizem que a gente nunca deve cuspir no prato que comeu, e eu super concordo com essa máxima. Respeito todos os meus ex-patrões, mas não sou obrigado a concordar com a forma como eles agem até hoje, pegando pessoas inocentes, capacitando-as e depois enganando-as. Talvez isso não aconteça com todo mundo, mas aconteceu comigo e eu sou a prova do quão ruim é passar por algo do tipo. 

Jornalismo sempre terá um espaço muito grande no meu coração, porque eu simplesmente adoro escrever novas histórias, investigar denúncias e por aí vai. Mas, enquanto eu não encontrar um trabalho que me dê estabilidade financeira, não quero mais me aventurar por esse mundo. 

A cada dia o Direito vai me conquistando e trazendo a esperança de que eu também posso ser feliz advogando e, quem sabe, sendo um Promotor de Justiça. Do futuro eu não sei de nada, mas agora tenho certeza de que o Jornalismo não é o caminho adequado para mim. Quem sabe amanhã...