Ele vai ser exposto, sim!

sábado, agosto 18, 2018

Não tenho absolutamente nada contra quem vive dentro do armário. Direito de cada um, né? O que não apoio são pessoas se aproveitarem da boa vontade alheia pra se dar bem na vida. No mundo LGBT+ isso é tão comum… Nós, viados, somos muito inteligentes pra algumas coisas, mas muito burros quando o assunto é relacionamento. Às vezes, damos casa, comida e roupa lavada pra quem não merece nem tomar no cu, literalmente.

A história seguinte aconteceu em 2013, quando eu tinha 19 anos. Hoje, com 23, continuo sendo babaca, só que um pouquinho mais esperto. Então, thanks ao idiota que me ajudou a evoluir nessa vida. 😘

O Miguel era lindo. Uma foto foi o suficiente pra despertar interesse em conhecê-lo melhor. Adicionei-o imediatamente no Facebook, naquele meu perfil-fake-super-badalado, que funcionava meio que “Gossip Girl” ao contar os podres da “elite” araguainense.

Já sabendo que a Amanda Castro era famosa e influente, Miguel aceitou a minha solicitação de amizade prontamente, começando a puxar assunto. Na época não sabia, porém, o intuito dele era se tornar meu amigo pra não virar alvo das fofocas que eu publicava. E eram várias infos: de traição à orgias.

Papo vai, papo vem… Revelei a minha identidade pro Miguel, daí começamos a ser amigos no meu Facebook pessoal, trocamos número de celular e e-mail. Tava tudo uma maravilha: eu me apaixonando e o lindo me dando corda (iludindo-me seria mais correto!), mesmo ele sendo “hétero” diante da sociedade.

Sedutor nato e covarde, o fofo percebeu que eu estava gostando dele. Quando viu que poderia lucrar um dinheirinho em cima do meu amor platônico, Miguel inventou dívidas altíssimas, passando de R$ 2 mil.

Naquela época eu trabalhava num portal de notícias como redator. O salário era merda, mas as pessoas de fora pensavam que rolava muito dinheiro. Até hoje espero o pagamento dos meus salários atrasados… Patrões fdp? Oh, yes!

Sem vergonha alguma, Miguel disse que estava endividado e com agiotas na cola. Havia até ameaça de morte. Eu era tão inocente que fiquei mais desesperado do que ele. E o que fiz? Saquei todo o meu salário (que não era muito) e doei pro lindo.

Resumindo: assim que pegou o dinheiro, o fofo sumiu, me virou às costas e ligou o dane-se pros meus sentimentos. Mas antes de partir totalmente, conseguiu um emprego com a minha ajuda, além de tornar-se “popular” no meio da “elite”.

Miguel sumiu. Foi pra bem longe de mim, graças a Deus. Ele formou-se na faculdade de Sistemas de Informação e diz no Instagram que é apaixonado por tecnologia e inglês. Faltou acrescentar que também é um perfeito viado-filho-da-puta.

O que ficou por aqui foi ódio, ressentimento e um pouquinho de vergonha alheia. Meus pais, desde sempre, me ensinaram princípios, e um deles é de que não vale à pena se sujeitar a qualquer coisa por dinheiro. Infelizmente, Miguel deve ter perdido essa aula na faculdade, preferindo ficar com os riquinhos nos banheiros das boates. 

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No ar desde 2011, o "Não me venha com desculpas" é um blog pessoal, feito por uma pessoa (a)normal.

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