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19 de março de 2018

Motivos para você assistir ao filme “Me chame pelo seu nome”

março 19, 2018 3 Comentários


No início deste ano, mais especificamente dia 18 de janeiro, chegou aos cinemas brasileiros o filme “Call me by your name” (Me chame pelo seu nome, em português). A produção é baseada no livro de mesmo nome, produção original de  André Aciman.

Tanto o livro quanto o filme estão fazendo muito sucesso pelo mundo inteiro, principalmente depois de vencer a categoria de “Melhor adaptação”, no #Oscar2018. Pudera, né? A história é maravilhosa e eu sou suspeito pra falar sobre. 💖

“Call me by your name” é aquele longa que tem tudo o que a gente gosta: cenários lindos, looks incríveis e atores muito bons. Junta tudo isso aí + um roteiro bem adaptado = perfeição. Não é exagero da minha parte! As 2h do filme passam rápidas demais; a gente nem vê o tempo passar.



Relacionamentos

“Call me by your name” conta a história de Elio (adolescente) que se apaixona por Oliver (grandalhão). Só que Oliver também se apaixona pelo mais novo e isso não tem um resultado muito bom. É justamente por tudo não terminar muito bem que faz o filme ser incrível! A produção tinha tudo pra ser clichê, mas o desfecho é lindo, mostrando que maturidade é algo que todo mundo deveria ter, independente da idade.

Outra coisa que a gente aprende é que, às vezes, relacionamentos têm prazo de validade. E mesmo chegando ao fim, eles podem ser incríveis; nem sempre durar pra vida toda significa que o casamento/namoro foi legal. Manter consigo as boas lembranças do que passou é a melhor coisa a se fazer... Cultivar mágoas não resolve nada!

Descobertas

O filme também aborda uma questão muito presente na vida dos adolescentes ou até mesmo de pessoas adultas, que ainda não estão esclarecidas quanto à própria sexualidade.

Elio tenta ficar com uma menina, mas percebe que a coisa não é tão simples assim. Na verdade, ele sente mais atração pelo Oliver do que a menina. Daí vem o medo de ser descoberto pelas pessoas, o que os outros pensarão sobre sua orientação sexual... É mais ou menos o que muita gente passa hoje, quando ainda está “dentro do armário”.



Mais do quem drama, “Call me by your name” é um filme pra gente refletir sobre aqueles amores que passam por nossas vidas, deixando marcas profundas que só o tempo pode apagar. É uma história linda, fofa e que merece ser vista por todos, sem exceção. Hétero, gay, bi... Todos!

Se você puder tirar um tempinho, veja o filme. Tenho certeza de que não vai se arrepender! ;)


11 de março de 2018

Amores de verão

março 11, 2018 0 Comentários


Quem nunca teve um amor de verão, daqueles que traz a esperança de que, sim, o amor é lindo? Impossível alguém não ter vivido algo do tipo. Se você nunca passou por essa experiência, sente aqui e vamos conversar mais sobre. 😜

Os amores de verão surgem de forma inesperada, demostram ser "para o sempre", quando, na verdade, tem uma data mais do que certa pra acabar. O casal decide que é hora de dar tchau e tudo fica por isso. Só que nem sempre ambas as partes concordam com essa decisão, daí surge o sofrimento/solidão/amor platônico. ❤

Os amores de verão nos deixam bobos, lelê da cuca e aumentam ainda mais a nossa ansiedade. Um encontro deixa de ser um encontro, tornando-se pra gente o maior evento do século. E não é exagero! 🙈

Mesmo a pessoa dando todos os sinais de que será passageira na nossa vida, a gente fielmente acredita que ela ficará por um bom tempo, que agora é pra valer. Contudo, como toda paixão, chega a hora em que as máscaras caem, a verdade vem à tona e, mais uma vez, o nosso coração é partido. 💔

Olha... Não é pra qualquer um sofrer várias vezes por amor e mesmo assim continuar acreditando no sentimento. Mas, é aquela coisa: assim como os amores de verão passam rapidamente, as feridas causadas por outrem também são curadas em pouco tempo. 🕘

O lance é não deixar o medo destruir os nossos objetivos! Dizem por aí que quem busca algo com muita insistência, acaba conseguindo. Se a vitória não vir, paciência! Nem tudo vai ser do jeito que a gente deseja... Os amores de verão provam a cada dia essa máxima! 😘

6 de março de 2018

O gótico

março 06, 2018 2 Comentários
Eis que numa bela manhã resolvi realizar uma faxina digital nas minhas redes sociais. Eu queria colocar na lixeira os e-mails desnecessários, excluir solicitações de amizades de quem não conheço e coisas do tipo.

Confesso que não dou muita moral pra quem me adiciona nas redes sociais. Se me seguir no Instagram, não irei stalkear; se enviar convite de amizade, no Facebook, com certeza a solicitação será ignorada (caso não tenha uma mensagem se apresentando, claro!). Sou complicado pra abrir brechas pra novas amizades... Circunstância da vida me fizeram ser assim!

Enquanto estava recusando alguns convites no Facebook, visualizei um tal de Rodrigo. Poderia ser só mais uma solicitação de amizade, se não fosse o fato de o ~belo rapaz~ ter enviado mensagem perguntando como eu estava. Como boa pessoa educada que sou, respondi afirmando que estava bem.

Continuei minha faxina digital numa boa. Porém, Rodrigo mandou mais uma mensagem dizendo que havia me visto na faculdade e me achou “interessante”.



Oi? Era isso mesmo? Aquele menino com cara de gótico-suave havia me achado “interessante”? Ai, ai. Senti cheiro de treta na hora.

Inocentemente, mandei um emoji e daí pra frente a conversa fluiu numa boa. Trocamos figurinhas de manhã, tarde, noite... Até mesmo de madrugada. A gente falava sobre a vida universitária, pessoal, divas do pop... Sobre tudo.

O papo com Rodrigo era maravilhoso e me rendia boas risadas. Momentos de descontração dos bons. Confesso que estava começando a gostar da companhia-online daquele carinha.

Durante um fim de semana, convidei Rodrigo pra ia ao parque da cidade pra nos conhecermos pessoalmente. Pasme! A gente conversou pelo Facebook durante um bom tempo, mas nunca nos esbarramos na faculdade. (Na verdade, acho que o moço se escondia de mim, porque eu estava sempre à procura dele!).

Depois de muito esforço e insistência da minha parte, Rodrigo aceitou o convite e foi ao encontro no parque. Apenas como amigos, só pra constar. Nada tava rolando entre a gente.

Quando o vi pessoalmente, me surpreendi. Ele era ainda mais incrível do que eu pensava. Não só no quesito beleza, mas no jeitinho meigo de se expressar. Rolou uma paixãozinha ali logo de cara. Amei o jeito gótico do Rodrigo. Curti o style, gosto musical, visão de mundo... Tudo! Em terra onde o sertanejo e forró prevalecem, encontrar alguém que curte punk  é ter muita sorte na vida.



O papo com o Rodrigo foi ótimo! Estávamos em sintonia e sempre nos tratando na boa, como amigos. (Eu é que imaginei um casamento ali no meio daquele parque lotado de pessoas.) Do nada, o rapaz pegou o celular e começou a me mostrar fotos dos seus amigos. Achei a atitude fofinha e a paixão só aumentou.

Contudo...

Como o destino gosta de brincar com a minha cara, Rodrigo mostrou a foto do Fernando, seu melhor amigo que era apenas o meu ex-peguete!

Tipo assim... Não gosto de misturar amizade com relacionamentos, tampouco ficar com amigos de exs. Não consigo conviver numa boa com isso. Na minha mente, eu estou fazendo algo muito errado.

Após ver a foto, inventei uma desculpa e fui embora. Pra mim não daria certo me envolver mais. E se ele fosse igual ao amigo e me abandonar no momento em que eu mais precisar? Não, não. Não queria repetir a história. Uma triste história.

De vez em quando Rodrigo me manda mensagem. Demoro um tempo pra responder no Facebook. No WhatsApp ele já foi bloqueado! Não quero contato, sabe? Não quero me envolver agora. Quero apenas me sentir seguro primeiro pra depois me envolver em aventuras do tipo.

Nem sei o que Rodrigo achou da minha pessoa... Talvez, pra ele seu posso ser apenas um loucão que sumiu do nada. E estou ok quanto a isso. Melhor mesmo saber que sou apenas um idiota do que uma pessoa que tem medo de conhecer novas pessoas, se apaixonar e, consequentemente, quebrar a cara.

Espero que o gótico-suave esteja bem, se é que “ser feliz” seja possível aos góticos.