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23 de junho de 2015

Exemplo de felicidade

junho 23, 2015 12 Comentários
Se tem uma coisa que eu admiro nas pessoas, sem dúvida alguma é a capacidade delas me surpreenderem positivamente através dos seus atos. Falando nisso, uma pessoa que me surpreendeu nos últimos dias foi uma colega da faculdade, a Lisandra Araújo da Luz. (Nós cursamos atualmente o 6º período de Direito na Faculdade Católica Dom Orione, em Araguaína-TO).

Para quem não a conhece, a Lisandra é cadeirante e desde pequena passou por tantos problemas relacionados à sua saúde  que, se fosse outra pessoa, talvez não teria forças para viver. Pensando nisso, ela resolveu compartilhar um pouco da sua vida em um livro. Mas não é um livro qualquer.

Através de várias crônicas escritas ao longo da vida, a Lisandra descreve como é a vida de um cadeirante e como é conviver com pessoas preconceituosas, a falta de acessibilidade, enfim... 


No livro "Eu sou Lisandra, assim como sou, sou feliz!", a escritora de apenas 20 anos compartilha um pouco do seu dia a dia, as esperanças que ela possui e os sonhos que deseja realizar. Com certeza quem é sensível e se importa com o próximo vai se emocionar.

A leitura da obra é super rápida. Digamos que em menos de uma hora você consegue terminar de ler as mais de 40 crônicas, fechando o livro com a sensação de que tudo na vida depende da gente e nosso esforço. 

Confesso que eu me emocionei durante várias partes do livro, pois eu me coloquei no lugar da cadeirante. Mas, ó, a intenção da obra não é passar a imagem de "coitadinha". Como a Lisandra mesmo disse: o  objetivo é mostrar que, mesmo com algumas limitações, é possível ter uma vida normal.

No prefácio, por exemplo, ela disse que "o objetivo não é causar a impressão de que ser especial é o mesmo que ser uma  pessoa com uma vida sofrida, impedida de viver normalmente, mas ao contrário; é mostrar a todos que podemos fazer o uso de  nossas próprias limitações para ajudar outras pessoas, independente de elas serem deficientes ou não".

Infelizmente a 3º edição do livro ainda não foi lançada, mas, assim que sair, postarei lá no Instagram/Twitter/Snapchat (adrielcristian) avisando. ;)

9 de junho de 2015

Aprendendo a andar de skate sozinho

junho 09, 2015 20 Comentários
Já antecipo uma coisa: para andar de skate não basta apenas ter força de vontade; precisa de força de vontade, não ter medo de tombos e de lascar a cara no chão. 

Dito isso, venho compartilhar com vocês a mais nova “novidade” da minha vida: finalmente consigo me equilibrar sozinho em cima de um shape, e o melhor: sem cair. :)   


Desde pequeno, lá pelos meus 11 anos de idade, sempre quis ter um skate, mas meus pais (super conservadores) dizia que era coisa de malandro, que eu ia quebrar minha cara e todo aquele discurso que parecia não ter fim. Passei minha adolescência inteira vendo trocentas pessoas se equilibrando em cima do shape e pensando: “um dia eu conseguirei fazer todas essas manobras ou pelo menos me  equilibrar”.

Na minha primeira tentativa de ficar em cima de um skate, devo confessor que não foi nada bom. Levei um tombo que, céus, nunca esquecerei! Bati a cabeça no chão e os meus braços em uma moto. Isso foi na casa de um vizinho, no ano de 2011, em uma manhã ensolarada. (Veja bem como eu jamais esquecerei!) 

O tempo passou e eis que em um sábado (não tão) qualquer, resolvi entrar na Loja Americanas daqui de Araguaína para comprar um livro. Repetindo: entrei na loja para comprar apenas UM LIVRO da Marian Keyes. Resumo: saí da loja com um skate, chocolates e um livro.



Com o skate em mãos, corri pro calçadão da cidade no intuito de aprender a andar. Detalhe: sozinho. Levei um tombo, dois, três, quatro, cinco... a partir do 10º eu parei de contar. A boa notícia é que eu aprendi.

Depois de 1 mês compartilhando no Twitter, Instagram e Snapchat, cá estou eu postando sobre esse momento feliz: eu consigo andar de skate sem cair e até arrisco umas manobras. 

Esse post é pra glorificar de pé irmãos (e sair por aí testemunhando essa vitória. Hahahaha).

Brincadeiras à parte, o fato é que eu sempre levo muito à sério aquele lance da gente correr atrás do que tanta deseja. As quedas serão inevitáveis, mas, ó, elas ensinam pra caramba a você nunca desistir e sempre levantar. Apesar dos pesares, a vida é isso: uma sequência de tombos, cabe a você decidir se vai ficar no chão esperando, sei lá, alguém te ajudar quando você mesmo pode se mover sozinho. ;) 

7 de junho de 2015

Exposição Agropecuária? Tô fora!

junho 07, 2015 10 Comentários
Amo a minha cidade (aos desinformados, moro em Araguaína no Tocantins, o estado mais novo do país), acho que aqui tem muita coisa boa e problemas como qualquer outro lugar. Contudo, algumas coisas me incomodam e elas estão estreitamente ligadas à cultura daqui. Vamos por partes!

Se o país inteiro passa o ano esperando pelo Carnaval, aqui, os araguainenses esperam pelo mês de  junho, quando é realizada a tradicional Exposição Agropecuária de Araguaína. O que seria isso? Simplesmente a cidade (quase) toda deixa de ser “cidade” e o clima da roça/interior toma de conta de tudo e todos. Só se fala em pecuária, música sertaneja, cantores do famoso sertanejo universitário e bla bla bla.



Eu respeito numa boa todo mundo que gosta do evento, mas, acho desnecessário certas coisas, como fechar as principais ruas da cidade durante a tropeada/cavalgada. Que arrumem outro canto para isso! E o fedor de fezes de cavalos que ficam nas ruas? E a quantidade de pessoas bêbadas tentando dominar um cavalo?  

O fato é que eu não me identifico nenhum pouco com essa cultura de Araguaína e acho tudo tão bizarro. E olha que eu nasci e cresci aqui... 


Quem ganha mesmo com tudo isso são os empresários e fazendeiros, que colocam seus gados e vacas para leiloar e ganhar ainda mais dinheiro; quem sofre com tudo isso são os animais usados na tropeada  e o bolso do consumidor. 

Eu explico.

Para participar da Exposição Agropecuária, você tem de comprar o “passaporte” ou ingressos caríssimos para acompanhar os shows sertanejos. Os artistas são tão simpáticos que fogem dos fãs e, quando falam com alguns, é naquela educação do capeta que você até perde a vontade de procurá-los. Parece que eles acham que estão ali se apresentando de graça.

Não gosto da Exposição Agropecuária, assim como milhares de pessoas, e ainda espero por um evento voltado ao público alternativo da cidade. Ou um dia isso vai se realizar ou as poucos as pessoas vão embora da cidade por falta de festas/eventos à todos os públicos. O meu caso é o segundo!