Follow Us @soratemplates

29 de setembro de 2014

Resenha: "Não se apega, não", de Isabela Freitas

setembro 29, 2014 2 Comentários
Há duas semanas eu comprei o tão comentado livro “Não se apega, não”, da blogueira Isabela Freitas. Iniciei a leitura no mesmo dia e hoje compartilho com vocês o que eu achei da obra.
Não se apega, não / 256 páginas / Editora: Intrínseca / Nota: 6,0
O livro conta a história de Isabela (a personagem principal tem o mesmo nome da escritora), uma estudante de Direito de 22 anos, que terminou um longo relacionamento e teve que lidar com todo o sofrimento pós-termino-de-namoro. O livro basicamente é isso: Isabela, a personagem, explica como lidou com o término do namoro e vai dando dicas ao leitor sobre como enfrentar esse tipo de situação. E só!

Só adquiri o livro porque vi em vários sites matérias sobre a obra, onde a escritora foi colocada lá nas alturas como se fosse uma Clarice Lispector da vida. (Aqui vale ressaltar que não estou desmerecendo o trabalho da Isabela, porém, Clarice é Clarice, né?!)

Logo nas primeiras páginas fui me decepcionando... O livro “Não se apega, não” é aquele tipo de obra clichê. Não traz nada de novo e nem inova. É o tipo de leitura ideal para qualquer adolescente cheio de dúvidas. 

Os capítulos não seguem uma ordem cronológica. Ou seja, o livro, que é classificado como ficção infanto-juvenil, está mais para autoajuda, onde Isabela conta experiências sobre desapego, mas a história em si não rende. Dizem que a história vai ter continuação, resta saber do quê!

Enfim, para quem quer um livro de autoajuda, com várias frases para copiar e postar nas redes sociais: este é o livro.

Não gostei da obra, mas parabenizo a Isabela pelo seu esforço e dedicação. Espero que com as diversas críticas que a obra recebeu, ela continue batalhando pelo seu espaço, pois talento ela tem. E muito. 

8 de setembro de 2014

Quem nunca passou por um bloqueio criativo?

setembro 08, 2014 4 Comentários

Você liga o computador a fim de escrever algo, abre o Word e tenta colocar as palavras, ou melhor, o seu pensamento em uma ordem compreensível, porém, a única coisa que consegue é ficar “admirando” a tela.


O que falar daqueles momentos chatos, em que você puxa uma folha em branco do caderno e tenta preencher aquele vazio com algo construtivo, que dê sentido a algo da sua vida? 

Nesse momento, eu entendo mais do qualquer outra pessoa como é conviver com as palavras e os bloqueios de escritas. Tentei por diversas vezes colocar em um texto, em um parágrafo ou em uma frase tudo o que passei durante os dias que antecederam o meu aniversário de 20 anos; tentei também terminar as leituras pausadas e todos os textos obrigatórios do trabalho e faculdade, porém, não consegui. 

Foi difícil e ainda está sendo difícil voltar a escrever... O motivo não é tão grande assim. Na verdade, os motivos nem são importantes neste momento. O que é de grande valia agora é descobrir o porquê de, dessa vez, eu não conseguir descrever o que eu passava/sentia.

Foi estranho. Está sendo estranho. Mas, eu sei que logo, logo eu vou voltar a conseguir resumir todos os problemas que me rodeia. Espero que realmente seja logo, porque... É chato não poder fazer o que a gente mais ama!

****

Tentei buscar as respostas e eis que um texto do Caio Fernando Abreu caiu como um paraquedas na minha vida. Aparentemente a vontade de querer escrever continua, mas o nosso interior pode, talvez, não querer compartilhar naquele momento a dor/alegria. 



“Você só tem que escrever se isso vier de dentro pra fora, caso contrário não vai prestar, eu tenho certeza, você poderá enganar a alguns, mas não enganaria a si e, portanto, não preencheria esse oco. Não tem demônio nenhum se interpondo entre você e a máquina. O que tem é uma questão de honestidade básica. Essa perguntinha: você quer mesmo escrever?”.